sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sonhos


Os sonhos me vem assim,
de par em par, quase todas as noites,
como se plantassem,
por trás da palma quente da mão
que esconde meus olhos calmos e secos,
milhares de imagens daqui e de lá:
Miragens.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Oblíquo


E eu gostaria de experimentar em você todos os gestos, todos os beijos, todas as delícias como se guardasse comigo – incólume – uma miríade de lembranças: a volúpia de todas mulheres, suas buscas e alquimias, e procurasse na textura da sua pele a escrita de uma poção perdida através dos séculos...

Como se as marcas em seu corpo e os sulcos em seu rosto tivessem esculpido a imagem exata do melhor amor que pudesse encontrar!
Como se tudo que eu vivi antes fosse um mero ensaio – um esboço somente – de tudo que eu poderia viver com você... Será?

Sopro


Existem pessoas que não fazem nada exatamente especial,
mas, de repente, um gesto, um sorriso, uma palavra...
e elas se tornam definitivamente inesquecíveis!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

The question





A questão de todo problema é ver...de:
Ver de perto e ver de longe...
Depois, é só amadurecer uma solução!
Ou fazer uma limonada...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

                                                 Há, em mim, sonhos para toda uma vida...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Parte de Mim!

Ó metade de mim ou parte de mim...
Antes eu me imaginava um Todo compacto - como a carne que abriga meus ossos: sólida, grande, consistente.
Nos passos do tempo que há pouco passou, avistei nova figura - algumas vezes, diáfana; outras, espessa e intensa.
Hoje, entendo que sou um Todo que abarca muitas Partes. Não há somente uma e outra metade. Há segmentos, resquícios, máculas, trilhas, caminhos, desvãos.
E meu Todo se divide, algumas vezes, se espelha em multifacetas.
Mas da Parte me torno Inteira e me inteiro novamente de todas as pequenas partes que me Completam.
Me tomo e me assumo assim. Muitas em uma: doce, firme, emotiva, contundente, incerta, risonha, decidida.
De Tudo só não me agradam essas aparas como restos secos de velhos brotos - não floridos - que compõem arestas agudas que, vez por outra, me cutucam na alma, me expõem feridas.
Então, me reúno, me questiono, me dôo e me curo: aos poucos, esses calos - aparas mortas - se soltam e se decompõem para germinar vida à outra parte.
E me recomponho mais forte, mais viva, mais rica. Experiência.
Que eu dê morte digna a tudo que deve deixar de existir em mim para dar espaço e vida, com alegria, a tudo que precisa nascer e crescer dentro de mim.